O adeus à rainha
9 05 2008
Acabei de ler o livro “O Adeus à Rainha” de Chantal Thomas. É um livro muito interessante pois mostra através do olhar de uma personagen fictícia fatos e costumes da corte de Luis XVI e os últimos dias em que passou com Maria Antonieta no ano de 1789.
Recomendo à todos …
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“Os últimos dias do Antigo Regime francês, que precederam sua queda pelos revolucionários em 1789, são relembrados pela senhora Laborde, uma fiel súdita e Leitora oficial da rainha Maria Antonieta. De seu ponto de vista privilegiado, de dentro dos aposentos reais, em Versalhes, ela se tornou testemunha dos acontecimentos trágicos e pitorescos que antecederam a Revolução Francesa.
Sua narrativa não é maniqueísta, mas de quem pertence a um universo limitado e que tem dificuldades em viver dentro desse imenso palácio, desconfortável, insalubre, perigoso, mas que para toda a França é uma ilha paradisíaca.
Chantal Thomas escreveu um romance histórico por excelência. Atenta aos detalhes concretos (todos os nomes são verdadeiros), imprimir à narrativa uma visão pessoal feminina.”
THOMAS, Chantal. O adeus à rainha. São Paulo: A Girafa, 2005. 206 p.
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Trecho de uma crítica do jornal “O Estado de São Paulo” em 01/01/06:
“Agathe-Sidonie Laborde, uma jovem francesa de 44 anos, tinha uma profissão curiosa: era leitora da rainha Maria Antonieta, na corte de Versalhes. A rainha não era lá muito amiga da leitura, mas duas ou três vezes por semana solicitava a presença de Agathe: ela sugeria livros, lia em voz alta para a rainha ou, em conjunto, alternando diálogos, já que muitas destas leituras eram de peças dramáticas - bem ao gosto aristocrático da época. Com a revolução em 1789, Agathe é obrigada a fugir, disfarçada de condessa, para a Áustria.
É assim que, exilada, mais de 20 anos depois, a cândida jovem resolve narrar os últimos dias de Maria Antonieta e da família real durante a revolução francesa. É em cima de fragmentos deste relato que Chantal Thomas escreveu O Adeus à Rainha, uma ficção histórica rigorosamente fundamentada na farta documentação disponível a respeito dos últimos dias da família real no palácio de Versalhes.
Não é difícil comprovar por que a autora recebeu, na França, o prêmio Femina 2002. Ela compôs uma narrativa detalhadíssima, dos três últimos dias que antecederam a fuga da família real para Varennes - bem ao gosto do público francês - que adora aquilo que eles mesmos chamam de petite histoire: um tipo de história que sempre corre o risco de subordinar o essencial ao acessório. Até que ponto é importante para o leitor saber que Maria Antonieta se vestia de camponesa e construiu uma bucólica aldeia nos jardins de Versalhes; que a principal diversão de Luís XVI não era a caça, mas andar sozinho pelos forros do palácio; ou que cabelos curtos, lisos e penteados para a frente eram subversivos - obrigatórias mesmo eram as longas madeixas encaracoladas? Ainda assim, com o uso de documentação oriunda de arquivos austríacos e alemães, Thomas segue a maré das biografias recentes, que atenuam a imagem negativa de Maria Antonieta, construída pela tradição revolucionária francesa. “
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